Incontinência Urinária: o que homens e mulheres precisam saber?

Esclarecemos algumas particularidades da doença entre homens e mulheres com a especialista Cristiane Carboni

A incontinência urinária (IU) atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, 5% da população. Mulheres, crianças e idosos sofrem mais com o problema, que consiste na perda involuntária da urina, que acaba comprometendo a qualidade de vida do paciente, mas pode ser revertida.

Conversamos com a fisioterapeuta pélvica e membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado, Cristiane Carboni, sobre as particularidades dessa disfunção em homens e mulheres. Sabe-se que o distúrbio é duas vezes mais frequente no sexo feminino em todas as idades. Isso acontece por causa da anatomia da mulher, que em que o músculo que fecha o canal da urina é mais fraco.

Entre as mulheres, 35% enfrentam o problema após a menopausa. “Além da menopausa, a prática de esportes de alto impacto e a gestação podem ocasionar o problema.” A fisioterapeuta explica que, durante a gravidez, as mudanças hormonais, o aumento do peso uterino sobre o assoalho pélvico e alterações posturais favorecem o surgimento dessa disfunção.

Apesar de ser um problema que pode desaparecer após o nascimento do bebê, em casos de parto normal ele pode persistir por mais tempo. “Isso porque, durante o parto pode ocorrer distensão de ligamentos, aumento da mobilidade uretral e laceração da musculatura, deixando os músculos pélvicos mais enfraquecidos, o que faz a urina escapar com mais facilidade.”

Já no sexo masculino, a doença é mais comum na terceira idade e após a cirurgia de retirada da próstata (prostatectomia). Entre os homens submetidos a esse procedimento, de 5% a 10% podem apresentar a disfunção, devido à deficiência do músculo esfíncter. Estes pacientes poderão sofrer de incontinência urinária de variados graus, como também pode ser um processo temporário ou definitivo.

“É importante frisar que existem tratamentos para todos os casos, que pode ser do tipo conservador, com fisioterapia e exercícios, ou cirúrgico”, explica a Dra Cristiane. O mais importante, segundo ela, é vencer o tabu que existe entre pacientes e profissionais de se falar abertamente sobre o problema. “Por isso é indispensável campanhas como a do Xi, Escapou, que mostram que a perda involuntária da urina não deve ser encarada como algo ‘normal’, mas como um problema que deve ser tratado sem medo ou preconceito”.

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